Os avanços na tecnologia têm visivelmente colaborado na vida atual, principalmente no cotidiano dos deficientes, em especial do cego, que através dos avanços tecnológicos teve uma integração significativa em quentão de educação, cultura, lazer, esporte e trabalho.
Entidades ligadas à reabilitação social dos deficientes visuais (D.V.) proporcionam uma maior acessibilidade para o cego, com o uso de softwares para computadores. Doxvox, virtual vision e jaws, são leitores de tela que possibilitam ao D.V. trabalhar com computador como uma pessoa que enxerga (vidente).
A Fundação Dorina Nowill (FDN) há anos facilita o acesso a leitura por meio de livros falados, que antes eram gravados em cassete, agora são gravados por meio de um programa de computador, com conversação dos textos em áudio para mp3, tendo assim uma tiragem maior e por isso vem atendendo com mais rapidez o número de demandas. A Revista Veja disponibilizou seus direitos autorais para o uso de DV´s e inclui em suas tiragens informativos sobre a FDN, que, além de ser uma ferramenta de comunicação entre entidade e o deficiente, passa a divulgar seus serviços e atendimentos. Suas publicações têm alcançado D.V´s não só no Brasil, mas na Argentina, na França e em Portugal. Essas entidades também serviram como divulgadoras dos livros da biblioteca falada, como: bibliotecas flutuantes de outras entidades, projetos sociais relacionados a Cultura, esporte, trabalho e lazer. O lançamento do LIDA (Livro Digital Acessível), é utilizado como acessibilidade didática inicialmente para estudantes do curso de Direito, que em maior concentração de magistrados. Parceria entre FDN e Escola Politécnica de São Paulo, tem desenvolvido com seus alunos Projetos Acadêmicos, ou seja, equipamentos que facilitem a vida do deficiente no dia-a-dia; um bom exemplo é o identificador de cores e cédulas como produto experimental.
No mês de fevereiro, houve o congresso SOFT (Serviço de Otimização e Tecnologia), na cidade de Buenos Aires – Argentina. No encontro estavam presentes Wanderlei Silvério, técnico em suporte, Beto Pereira, diretor de recursos do Lara Mara, Marco Antônio Bertóglio, presidente da Bengala Branca, acompanhado de sua equipe. Na ocasião, os temas discutidos foram “ Os Rumos da Tecnologia Assistiva” promovidos pela ULAC (União Latino Americana de Cegos) / TIFLONEXOS. Pautado o modelo estrutural apresentado pela ONCE, os seis países participantes traçaram um panorama geral sobre pesquisa, desenvolvimento, suporte e manutenção de equipamentos, para o acesso a educação, lazer, trabalho e cultura, tendo por objetivo dar um acesso pleno ao cego, suprindo as necessidades dentro de cada país por meio da troca de experiência, padronizando e unificando os recursos e serviços prestados, estreitando os laços do compromisso docial.
Luciana
sexta-feira, 8 de junho de 2007
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